Um momento de muita emoção no Dia Mundial do Rim, comemorado no dia 12. A homenagem a Maria Aparecida Cavalcanti, paciente mais antiga do Serviço de Nefrologia da Santa Casa de Araçatuba. Há 30 anos em tratamento continuo de hemodiálise, ela o caso mais antigo da terapia renal substitutiva no Hospital do Rim.
O médico nefrologista Dr. Akiyoshi Ugino estima, que Bebel, como é carinhosamente conhecida por todos os profissionais e colegas de tratamento “é um dos poucos casos no país de uma paciente que há três décadas depende de uma máquina para filtrar o sangue e segue com uma vida normal, trabalhando e encantando a todos com a sua vitalidade”.
Bebel perdeu as funções renais aos 38 anos, por complicações de um pós-parto prematuro. Na época ela morava em São Paulo e após avaliações no Hospital das Clinicas soube que dependeria de hemodiálise para continuar vivendo. Encarou o tratamento e agora está em um grupo restrito de uma modalidade em que a expectativa de vida está vem abaixo da marca que ela atingiu.
Dos 30 anos de hemodiálise, Bebel está no Hospital do Rim há 26 anos. “Quando comecei, o tratamento era feito em uma sala dentro da Santa Casa. Vi o hospital do rim ser construído e no dia da inauguração (20 de junho de 2014) dei muitas entrevistas. Enfim aqui é a minha casa e essa equipe maravilhosa é a minha família”, afirma a paciente que destaca, “quando comecei os doutores Akiyoshi, Luiz e Sérgio eram bem novinhos; eu também era. São tantos anos que até deu tempo do filho do Dr. Akiyoshi se formar, agora tenho dois Uginos cuidando da minha saúde”.
São 10.950 dias ligada à uma maquina de filtragem do sangue, em sessões com 3,5 horas de duração, três vezes por semana. Bebel está agora com 68 anos, mora em Glicério, município localizado a 35 quilômetros de Araçatuba. A viagem às segundas, quartas e sextas-feiras e os efeitos das sessões não alteraram sua disposição.
Muito comunicativa e sempre bem humorada, Bebel é um exemplo de resiliência e superação definido pelo médico nefrologista Dr. Guilherme Ugino como, “um caso bem sucedido que também resulta da disciplina da paciente, que não falta às sessões, segue corretamente as instruções da equipe médica, da enfermagem e da nutricionista”.
Com boa autoestima, Bebel gosta de vestir roupas despojadas, maquiagem e acessórias. Características que originaram seu apelido. “Foi uma brincadeira que começou no outro prédio. Eu tinha um cabelão e gostava de usar umas sainhas bem curtas. Os pacientes diziam que eu parecia a Bebel, prima da Lady Kate, do Zorra Total. E o apelido pegou”, explica Bebel entre muitas gargalhadas.
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